quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Eu estou realmente viva?

            
Neste 25 de dezembro (sim,é Natal!) eu estou parada em frente ao computador e com muita vergonha (para variar) das minhas atitudes. Eu queria nascer de novo e fazer tudo (absolutamente tudo!) diferente. Mas como? Se estou viciada nesse jeito de ser, e não consigo mudá-lo? No dia 24, eu acordei tarde, e dormi o dia inteiro para não ter que ajudar minha mãe a preparar as coisas para mais tarde, porque eu tinha certeza de que não conseguiria. E não consegui mesmo. Mas "por que" eu  me perguntava todos os dias. Por que eu sou assim? Todas as pessoas no mundo ajudam uma às outras e é isso que move o planeta. Há tantos problemas por aí. Sérios, como a fome, a violência, a corrupção... Muitos mesmo. E eu tenho uma família, que cuida de mim, que gosta de mim, mas, é muito forte

domingo, 29 de novembro de 2015

Promessas

29/11/2015

FIRST SIDE
Querido diário,
Hoje foi um dia complicado,
dormi até as 11 e depois fui com os meus pais almoçar na festa da Igreja, demorei 2 horas para terminar de comer, meu irmão ficou bravo porque queria ir no meu primo Matheus encontrar sua amiga e eu demorei muito para comer, como sempre. Depois, não sabia onde meu primo morava, mesmo meus pais tendo me explicado mais de 5 vezes. Vou ao meu primo. Não consegui conversar com ele e seus amigos. Me senti culpada por não conseguir rir quando eles falaram besteira, ou quando a minha tia ficou brava porque eu não aceitei o refrigerante. Fiquei lá esperando meus pais me buscarem para voltar para casa. Dormi meia hora na viagem e o resto do tempo fiquei preocupada no que faria quando chegasse em casa. Roupa para lavar, secar as calçadas, estudar, aniversário para ir..... RESUMO: não vivi hoje. DE NOVO

THE OTHER SIDE
Querido diário,
Hoje eu dormi bastante, estava preocupada. Conversei com a minha avó sobre isso. Ela me deu alguns conselhos, disse que eu preciso arrumar um amigo para me apegar mais e quem sabe... eu não me apaixono, né? Almocei com meus pais, na festa da APAE. Ao comprar os convites, ajudamos aqueles que precisavam. Meu irmão viu uma amiga que queria ver há tempos. Voltei para casa. Minha tia veio nos visitar. Foi legal. Escrevi no espelho "I'm a new person". Agora, vou me trocar e ir ver um amigo muito querido, que amo. Hoje à noite, estudarei 3 tópicos da prova de história. EU VOU FAZER ISSO. EU VOU CONSEGUIR!

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Aceitação

- ...mãe, eu sou gay.- digo, por fim.
Minha mãe me olha, intrigada. Noto uma lágrima no canto do seu olho esquerdo.
Ela não diz nada. Apenas me abraça.
Nesse momento, sinto uma puta raiva dela. Por que está chorando? Tem dó de mim? Ou será que é preconceito? Mas aí, antes que possa manifestar qualquer reação, ela diz:
- Eu já sabia. Estava só esperando a hora que você viria me contar. Filho- ela olha fundo nos meus olhos - o que quer que te prendia, já não prende mais, você é livre- minha mãe sorri e põe a mão no meu ombro.
Eu sei que aquilo não é verdade. Eu ainda sofreria muito por ser gay: homofobia, agressão física, verbal... Mas isso não importa. Não agora. Não depois que eu descubro que a pessoa mais importante do mundo me aceita... quer dizer, a segunda pessoa mais importante. A primeira sou eu mesmo.


domingo, 22 de fevereiro de 2015

Sessão Poema

                       Na beirada da minha rua 


       

                       No infinito do horizonte
                       Sinto o cheiro do vento
                       E vem esse sentimento,
                       De alegria e de paz
                       Minh'alma se mostra audaz
                       E sou capaz, de por um breve momento,
                       Deitar ao relento
                       E sonhar
                   

                       Como és bela, natureza!
                       E usa de sua beleza
                       Pro meu coração encantar
                       Depois de um dia estressante
                       Tenho esse deleitoso rompante
                       Que faz meu espírito brilhar


                      As amarras já não existem
                      O ódio já não existe
                      E o azul do céu enche todo o meu ser
                      Está ficando escuro,
                      Mas te asseguro :
                      Medo não deves ter


                      Na rua pavimentada,
                      Cada pedra é desigual
                      Maior, menor, estreita
                      Uma à outra se ajeita
                      E fica belo no final
                      Se fossem todas iguais, qual seria a graça?
                      Se cada um que passa, diferente também é?
                      Pode ser homem ou mulher,
                      Criança ou velho
                      Cada um com seu mistério
                      E seu jeito de viver.